Fábio Willians

Um homem de 55 anos - reincidente no crime de tráfico de drogas - foi preso novamente no fim da manhã desta quinta-feira (10), na área central de Arcos. Após dezenas de denúncias chegarem à PM sobre ele e a mulher utilizarem constantemente açougue de sua propriedade para traficar entorpecentes, foi desencadeada uma operação policial para verificação e tomada das providências pertinentes.

A ocorrência teve início quando os militares abordaram um cidadão que havia acabado de sair do açougue com uma sacola e que saiu rapidamente transitando num automóvel Fiat Uno. Durante as buscas, foi encontrado, no interior do carro, um tablete grande de maconha. O autor disse que havia adquirido a droga no açougue por R$ 500,00.


Pouco tempo depois, o proprietário do açougue foi abordado numa caminhonete, na área central. Com ele estavam outros dois homens – seu filho e seu funcionário. No bolso da calça do comerciante foi encontrado um tablete de maconha e R$ 1.980,00 em dinheiro. Com o flagrante, o autor confessou que mais drogas estariam armazenadas no açougue, motivando os militares a realizarem uma busca minuciosa pelo local.

Foram localizados no estabelecimento comercial: 05 tabletes grandes e 04 tabletes médios de maconha, prensados e embalados; R$ 82.220,00, de procedência não declarada, que estavam em um cofre. Outros 07 tabletes da mesma substância foram encontrados na casa do comerciante.

O infrator indicou ainda onde estaria uma arma de fogo que ele possuía, levando os militares até uma casa situada na zona rural de Arcos, próximo ao Distrito da Ilha, sendo apreendida na ocasião uma arma longa – carabina - calibre 44, e 03 pés (plantações) de maconha.

Além do dono do açougue – que já havia sido condenado em outra oportunidade e conseguiu o benefício da prisão domiciliar – também foram conduzidos à delegacia seis homens, com idade entre 20 e 43 anos; e três mulheres, de 22, 36 e 44 anos, ficando todos à disposição da Polícia Civil.


Polícia Militar de Minas Gerais: 246 anos, nossa profissão, sua vida!
Polícia Militar, cuidando do verdadeiro ouro de Minas: os mineiros e as mineiras!

Por causa das chuvas, um deslizamento de terra foi registrado na BR-354, na noite desta quarta-feira (9), em Córrego Danta. A pista teve que ser parcialmente interditada e o tráfego funciona em meia pista.

A terra quase fechou a pista e, por isso, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) orienta que para quem for passar pelo local tenha atenção redobrada. O trecho segue sendo sinalizado até que sejam feitos os reparos necessários.

O g1 entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit), que é responsável pela manutenção do trecho, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Motoristas que precisam passar por rodovias que cortam Minas Gerais devem continuar atentos. Isso porque 15 trechos dessas vias seguem totalmente interditados na manhã desta quinta-feira (10).

Segundo balanço atualizado pelas polícias Rodoviária Federal (PRF) e Militar Rodoviária (PMRv), há, ainda, 87 trechos com bloqueios parciais no Estado.

Um mapa interativo que monitora a situação mostra que as interdições ocorrem por motivos como quedas de barreiras, erosão da pista e perigo de deslizamentos.

Quinta, 10 Fevereiro 2022 07:37

Amostragem da saúde canina em Bambuí

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio de seus Agentes Comunitários de Endemias, vai visitar algumas residências no mês de fevereiro para uma avaliação clínica de cães. Caso seja necessário, será coletada uma pequena amostra de sangue para o diagnóstico da leishmaniose visceral canina.
O Governo do Estado enviou apenas 100 testes para fazer a amostragem desta doença, que servirá de base para uma avaliação e mostrará a importância do controle da leishmaniose visceral canina em Bambuí.
A Prefeitura pede aos moradores que colaborem e receba os agentes em suas residências para a avaliação dos cães.
Prefeitura de Bambuí
Governo com responsabilidade

Partidos da centro-esquerda à esquerda em Minas Gerais se valem da boa relação que forjaram ao longo do tempo para debater a formação de uma frente capaz de derrotar o governador Romeu Zema (Novo) na eleição de outubro. Representantes de PT, PCdoB, PSB e PV no estado se reuniram ontem, em Belo Horizonte, para conversar sobre a possibilidade de união das siglas. No plano nacional, as legendas negociam a formação de uma federação partidária. Em terras mineiras, há articulações para afinar as ideias e, assim, definir os próximos passos.

A partir do consenso sobre a necessidade de se opor a Zema, há duas possibilidades sobre a mesa: a primeira é a construção, dentro do grupo formado por petistas, comunistas, pessebistas e verdes, de uma candidatura própria. Outra hipótese é apresentar, a um postulante de fora da federação, as propostas da coalizão. Líderes do PT, por exemplo, defendem que o partido não descarte apoiar o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD).

Os partidos ainda não discutem nomes, mas sabem que a estratégia em Minas precisa passar por garantir palanque e espaço a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato da aliança a federação. Durante as conversas dessa segunda, o líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes, reiterou a disposição de disputar assento no Senado.

"Há a compreensão de que, em Minas Gerais, é possível que esses partidos estejam juntos. A federação seria uma forma de formalizar a parceria, mas, independentemente disso, temos muita identidade na proposta para Minas", disse ao Estado de Minas o deputado estadual Cristiano Silveira, presidente do PT mineiro.

"Consolidada a federação, entendemos que temos todas as condições de apresentar uma candidatura ao governo do estado e ao Senado, que seriam palanque para Lula. Sem que, com isso, a gente descarte a possibilidade de diálogo com outras forças que estejam no campo progressista e, especialmente, alinhadas com o projeto Lula presidente", projeta o dirigente, mencionando também que o nome escolhido pelo grupo precisará marcar posição contrária ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

A reunião de ontem ocorreu na sede do PSB mineiro, Centro-Sul de BH. Um dos mais simpáticos à ideia da federação partidária é o deputado federal Vilson da Fetaemg, presidente pessebista no estado. "Precisamos de um nome para disputar, combater e derrotar o governo Zema. É preciso ter uma alternativa, mas temos que construir isso através do diálogo", afirmou.

Osvander Valadão, presidente do PV em Minas Gerais, diz que o grupo tem procurado, primeiro, entender os impactos locais da federação nacional. Depois, nomes eleitorais passarão a dar o tom das conversas. "Isso [a federação] avançando, a gente pode construir, dentro de um projeto, a possibilidade de receber uma candidatura que vocalize as propostas desse campo. Se isso não for possível, a gente deve, e já é consensual entre os partidos, construir uma candidatura ao governo dentro da federação." Embora reiterem não discutir nomes, os partidos sabem que, no PT, há quem encampe a pré-candidatura de Daniel Sucupira, prefeito de Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que vai regulamentar as regras para a renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) na quinta-feira desta semana (10). O “perdão”, que vai abater até 92% dos débitos de estudantes inadimplentes, está previsto em Medida Provisória assinada por ele no final de 2021.

Apesar de afirmar que vai colocar a renegociação de dívidas em prática, Bolsonaro criticou o Fies. Ele destacou que o programa “virou um negócio” durante os governos do PT que, segundo o presidente da República, elevou de forma significativa o número de centros universitários e beneficiários.

“Não dá para consertar esse caos cheio de problema de uma hora para outra, não é? Nós vamos essa semana, quinta-feira, acertar aqui, regulamentar a questão do Fies. Os 1,07 milhão jovens que fizeram curso superior não iam pagar a conta, não têm como pagar. E daí não podem fazer negócio, fica difícil a vida deles”, disse Bolsonaro a apoiadores nesta segunda-feira (7).

“O Fies é um bom programa feito com responsabilidade. O que a ‘esquerdalha’ fez? Criou 1 trilhão de universidades pelo Brasil. Virou negócio, virou negócio. Quem sabe, acompanha um pouquinho, vê o que aconteceu”, continuou. “Não é só 1,07 milhão, são quase 3 milhões de moleques. Os outros estão inadimplentes parcialmente. Agora, não é justo você perdoar lá atrás e [dizer para] quem está adimplente: ‘continua pagando aí’. Vai continuar pagando, mas vai ter um bom desconto para ele”, completou.

O Fies é usado por estudantes que não conseguem arcar com as mensalidades do curso. Na prática, o programa subsidia mensalidades em cursos de graduação de alunos matriculados em instituições privadas de educação superior. O financiamento é feito com taxas de juros e encargos mais baixos do que os praticados no mercado e pode ser quitado após o fim do curso.

A MP que trata da renegociação das dívidas para estudantes que contrataram o Fies até o segundo semestre de 2017 já está em vigor, mas ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para virar lei. As novas regras permitem a concessão de descontos em juros e multas, o parcelamento dos débitos e a troca ou oferta de garantias.